sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Projeto de Lei: 13a bolsa (gratificação natalina) para médicos residentes

PROJETO DE LEI Nº6146 , DE 2009


O Projeto de Lei para os médicos residentes tenham direito a uma 13a bolsa (gratificação natalina) começou a tramitar na Câmara dos Deputados. Trata-se de um passo fundamental, mas não garante que tenhamos sucesso, porque muitos projetos são apresentados e podem levar anos para serem apreciados pelo plenário da Câmara (onde pode ser aprovado e virar lei de verdade) esse caminho pode ser mais curto se conseguirmos demonstrar a relevância social do projeto. Para os parlamentares isso se traduz em demonstração das partes interessadas de que se importam com sua aprovação. Esse projeto está atualmente na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) aguardando indicação de relator (o deputado que vai ler o projeto e dar o parecer a esta comissão podendo até mesmo modificá-lo).
Gostaríamos de contar com cada um que concorda que os médicos residentes devam a exemplo de todos os trabalhadores receber uma gratificação no final do ano, enviassem emails aos deputados da CSSF demonstrando que tem interesse que o projeto seja aprovado.
Segue abaixo os emails dos deputados que são da mesa diretora da CSSF, vamos demonstrar que o projeto é relevente, sugerimos que todos os médicos residentes entrem em contato os deputados, que seja com "Meu nome é X, sou médico residente hospital Z da especialidade Y, e gostaria de que fosse indicado relator para o Projeto de Lei 6146/2009 de autoria do deputado Arlindo Chinaglia - PT/SP."
Gostaríamos de contar com apoio das diversas entidades médicas e lideranças que atuam no campo da saúde a essa reivindicação tão justa quanto relevante.

Presidente: deputada Elcione Barbalho - PMDB/PA:dep.elcionebarbalho@camara.gov.br,
1a Vice: deputada Fátima Pelaes - PMDB/APdep.fatimapelaes@camara.gov.br,
2o Vice: deputado Eduardo Barbosa - PSDB/MGdep.eduardobarbosa@camara.gov.br,
3o Vice: deputado Dr. Paulo Cesar - PP/RJdep.dr.paulocesar@camara.gov.br




PROJETO DE LEI Nº6146 , DE 2009
(Do Sr. ARLINDO CHINAGLIA)
Acrescenta dispositivo à Lei n.º 6.932, de 7 de julho de 1981, a fim de assegurar gratificação natalina aos médicosresidentes.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º O Art. 4º da Lei n.º 6.932, de 7 de julho de 1981, que “Dispõe sobre as atividades do médico-residente e dá outras providências”, passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo:
"Art. 4º ...............................................................................
............................................................................................
§ 7º É assegurado ao médico-residente uma bolsa extra anual, calculada, no que couber, da mesma forma que a Gratificação de Natal dos trabalhadores, tendo por base o valor da bolsa do mês de dezembro de cada ano.”
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
Historicamente, a Gratificação de Natal, também conhecida como 13º Salário, tem origem nas relações patronais, inicialmente como fruto do costume de os empregadores concederem uma cesta com produtos típicos das comemorações natalinas. Essa prática, posteriormente, foi substituída pela liberalidade de uma gratificação proporcional ao salário do empregado.
Com a Lei n.º 4.090, de 13 de julho de 1962, tornou-se obrigatório o pagamento da referida gratificação, atendendo aos anseios daqueles trabalhadores que não eram favorecidos com o benefício e apaziguando as expectativas e incertezas daqueles que o recebiam como mera benevolência de algumas empresas. A importância desse direito foi de tal forma assimilada em nosso Estado Democrático que a Carta de 1988 o incluiu como “Direito Social”, entre os “Direitos e Garantias Fundamentais”, assim dispondo:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
............................................................................
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;” (Negritamos) Hoje, pois, até mesmo os cidadãos que não mais estão na condição de trabalhadores, mas na situação de aposentados e até de pensionistas, recebem a Gratificação de Natal. A vantagem é de todos: de um lado, é inegável a importância desse adicional remuneratório no orçamento dos cidadãos, e, de outro lado, o 13º Salário injeta bilhões na economia. Assim, como direito social assegurado constitucionalmente a todos os trabalhadores, não é lícito excluir o relevante segmento profissional de médicos-residentes, que tão arduamente emprestam sua capacidade laborativa em prol da vida humana. Apenas para ilustrar, anote-se que, enquanto os demais trabalhadores têm uma jornada laboral de 44 (quarenta e quatro) horas semanais, a lei estabelece 60 (sessenta) horas semanais para os médicos-residentes. Ressalte-se que o respeito a essa já exaustiva jornada legal, constitui, aliás, uma constante na pauta de reivindicações dos jovens médicos, pois, na prática, muitas especialidades chegam a trabalhar cerca de 100 (cem) horas semanais. Sem dúvida, é preciso dotar os médicos-residentes de melhores condições de trabalho e assegurar-lhes qualidade de vida digna. Em busca deste propósito, o legislador vem ampliando-lhes a proteção social, a exemplo das conquistas decorrentes da Lei n.º 8.138, de 1990: como segurados obrigatórios da Previdência Social, têm os direitos estabelecidos na Lei n.º 3.807, de 26 de agosto de 1960, e a cobertura dos riscos de acidente do trabalho; ainda, para a médica gestante, na esteira da licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias das demais trabalhadoras, foi-lhe assegurada a continuidade da bolsa pelo período de quatro meses. Mas ainda há muito o que fazer em favor da melhoria da qualidade de vida desses jovens médicos . Portanto, com mais esta medida legislativa de inteira justiça social, pretendemos garantir essa bolsa adicional aos médicos-residentes, dando efetividade ao mandamento constitucional que assegura esse direito social a todos os trabalhadores. Diante do exposto, pedimos aos nobres Pares apoio para a aprovação deste Projeto de Lei. Sala das Sessões, em de de 2009.



Deputado ARLINDO CHINAGLIA

terça-feira, 17 de novembro de 2009

XXII Congresso Brasileiro de Estudantes de Medicina - COBREM 2010

          O Centro Acadêmico de Medicina Nelson Chaves (CANECA) apresenta com muito orgulho à todos e todas estudantes de medicina do Brasil, em especial aos da UFRN, o XXII Congresso Brasileiro de Estudantes de Medicina, a realizar-se em nossa cidade entre os dias 14 a 22 de janeiro de 2010.

          Em 2010, o CANECA traz como tema “Saúde e Educação em Tempos de Crise – Reconstruindo Bandeiras”, amplificando a discussão de assuntos que são confluência no debate do Movimento Estudantil de Medicina no contexto atual de crise econômica mundial.

        Cada um de nós é importante para a construção desse planejamento, que nos direcionará no ano de 2010, portanto sintam-se plenamente convidados e bem-vindos a participar do XXII COBREM!!!

        Gostaríamos de salientar, que tal evento está sendo organizado pelo CANECA, ou seja, pelos estudantes conforme as discussões de planejamento realizadas nas reuniões as quinta-feira as 17:30 no 5° subsolo. Através do apoio da DENEM (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina) e da UFRN.

CONFIRA TODAS AS INFORMAÇÕES NO BLOG:
http://www.cobrem2010.blogspot.com/

ACESSE JÁ!!!

Atenciosamente,
CANECA - Centro Acadêmico Nelson Chaves

terça-feira, 10 de novembro de 2009

PROCESSO SELETIVO PARA ESTÁGIO NO SERVIÇO

CAMPO DE ATUAÇÃO: HJPB-RN
VAGAS: 40
LOCAL DE INSCRIÇÕES: Depto de Cirurgia – Disciplina de Técnica Operatória e
Cirurgia Experimental UFRN – Procurar Ítalo nos horários – 9:00 às 11:00 e 14:00 às 16:00
ou
Disciplina de Técnica Operatória da UNP
Fazer diretamente com Dr Medeiros – Tel 9921 2290
TAXA DE INSCRIÇÃO: 15 REAIS (Objetivo: Cobrir despesas com o concurso)
PERÍODO DE INSCRIÇÕES: De 11 de novembro a 11 de dezembro de 2009
PROVA: 14 de dezembro (40 questões de múltipla escolha)
LOCAL DA PROVA: Salas do 5° subsolo, anexo HUOL e Sala T02 da UNP,
às 14:00 horas.

TEMAS ABORDADOS
1. Pré e Pós-operatório em cirurgia do trauma abdominal;
2. Abdome Agudo não Traumático (inflamatório, vascular, perfurativo e obstrutivo)
3. ATLS
4. Cicatrização
5. Choque
6. Resposta endócrino-metabólica ao Trauma
7. Suporte Nutricional ao paciente grave
8. Trauma Abdominal e Torácico (aberto e fechado)
9. Colecistite Aguda
10. Hérnias da parede Abdominal
11. Indicações para o Transplante Hepático
12. Manejo do Potencial Doador
13. Manejo do Carcinoma Hepatocelular
14. Pancreatite Aguda Alcoólica e biliar
15. Apendicite Aguda
16. Diverticulite Aguda
17. Hemorragia Digestiva alta e baixa
18. Insuficiência Hepática Aguda
19. Câncer Pancreático
20. Câncer Gástrico

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Discussão sobre PLANTÕES ILEGAIS - próxima reunião de colegiado, dia 09/11/2009

Pessoal, na próxima reunião de colegiado de curso, a ocorrer no dia 09/11/2009 as 11 horas da manhã na sala de reuniões ao lado da coordenação de curso, acontecerá uma reunião a respeito de plantões ilegais realizados por alunos de medicna dentro do estado do Rio Grande do Norte, e possivelmente sairá de lá uma deliberação a respeito da atitude a se tomar frente a um aluno que esteja realizando tal ato.

A reunião contará com a presença do procurador da UFRN, que orientará aos presentes qual a posição da instituição perante tal situação e o que o corpo docente pode ou não fazer.
Hoje foi realizada uma reunião com o procurador e alguns professores, sem a convocação discente, e foi informado aos presentes que dentro das leis da universidade a punição para alunos que realizam PI's deve ser responsabilidade docente, logo, decidida em Colegiado de Curso.

CANECA - Centro Acadêmico Nelson Chaves

Discussão no Colegiado - Plantões Ilegais

Caros Estudantes,
Conforme decisão do Colegiado do curso em sua última reunião ordinária, realizamos hoje à tarde mais uma reunião com a Procuradoria Geral da UFRN, para discutir a posição da Instituição diante desse grave problema dos estágios não supervisionados.
Participaram, além de mim, o Procurador Prof. Giuseppe, a Pró-reitora adj. de Graduação Profa. Mirza e o Prof. Stênio do Depto. de Med. Clínica. Na ocasião, o sr. Procurador reafirmou a posição de que essa prática enquadra-se no capítulo das "penas aplicáveis ao corpo discente" do Regimento Geral da UFRN, sendo, portanto, passível de penalidades aos estudantes que forem comprovadamente flagrados.
Nesse sentido, convidei o sr. Procurador a se fazer presente na próxima reunião do Colegiado do curso, próxima segunda-feira dia 09/11, às 11h, no quinto subsolo, ocasião em que estará presente também a Direção do CCS, instância a quem compete instaurar processos administrativos. Será uma ocasião importante para tirarmos todas as dúvidas a respeito.
Estamos informando aos estudantes para reforçar a importância da participação de suas representações no Colegiado, assim como outros estudantes que tenham interesse no assunto.
Pedimos desculpas pela insistência no assunto da parte da Coordenação, o que se justifica pela enorme pressão e cobrança que temos enfrentado não somente da parte das entidades médicas, como CRM, mas também da imprensa local, professores e médicos, além da sociedade em geral. O fato ocorrido recentemente com o estudante da UERN reacendeu a discussão e já fomos procurados por jornais da cidade querendo explicações sobre o que a UFRN estava fazendo para coibir essa prática. Como já disse anteriormente, penso que não é nossa função fazer qualquer busca ativa, pelo contrário, acredito no papel educativo e orientador do curso como forma de evitarmos que escândalos dessa natureza venham macular a nossa instituição. Não tenham dúvida de que o dano, nessas circunstâncias, seria irreparável para todos.


Atenciosamente,
George Dantas
Coordenador do Curso

Mateus 7: (1-5)

Que me permita acrescentar, o filósofo alemão, Martin Heidegger – que certa vez disse: “Somos seres para a morte” – a essa frase, as seguintes palavras: “passando pela incoerência”. Então, é isso caro leitor: somos seres não só para a morte, mas também para colocar em prática a nossa incoerência.
Por isso, não me surpreende que o maior homem que já pisou neste planeta, Jesus Cristo, tenha, insistentemente, falado neste assunto. No capítulo 7 do evangelho de Mateus, os primeiros versículos abordam exatamente isso: “Por que reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a trave que está na tua vista? Como ousas dizer ao teu irmão: ‘deixa-me tirar o argueiro de tua vista’, tendo tu uma trave na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás melhor para tirar o argueiro da vista do teu irmão”.
Pois bem! Feito o diagnóstico, cabe-nos agora, encontrar as causas dessa doença – a incoerência – pois só assim, poderemos estabelecer o tratamento adequado. Seria a incoerência, originada pelas circunstâncias? Sim! Não vamos esquecer o que disse o grande escritor, filósofo espanhol, Ortega y Gasset: “Eu sou eu e as minhas circunstâncias”. E a circunstância, a ocasião, faz o ladrão (o PT sabe muito bem isso que estou falando...). A circunstância faz também o covarde, que num dia tem um discurso exaltado, revoltado, áspero, mas quando está na frente de quem ele se exaltou e se revoltou, muda o tom: fala manso e o que é pior: até defende, com unhas e dentes, o seu antigo desafeto...
Esse tipo de comportamento ocorre em todas as profissões, mas duvido que seja mais comum do que no meio médico. Afinal, se hoje, estamos sofrendo todas essas mazelas – baixos salários, condições subumanas de trabalho, etc. etc. – é porque os nossos pretensos “líderes” da classe médica, um dia, quando ainda não estavam na cadeira do poder, tinham um discurso aguerrido, bravo e duro contra os poderosos, mas, quando se torna um deles – um poderoso (de pés de barro, é bem verdade) – mudam o discurso, o conteúdo e o seu tom... Quando eu sou médico, apenas médico, eu critico, mas quando estou diretor de hospital, vereador, deputado, secretário de saúde, etc. etc. aí eu me transfor mo... e haja incoerência incoerente!
E essa incoerência incoerente é terrível, pois - diferentemente da incoerência defendida por Osho, o mestre budista, que certa vez disse: “Se você realmente quer desfrutar a vida em toda a sua riqueza, tem que aprender a ser incoerente, a ser coerentemente incoerente”-, ela, a incoerência não coerente, é aquela que permite que milhares de pessoas sejam mortas nos corredores dos nossos hospitais públicos, porque eu não tenho a coragem de continuar coerentemente coerente com o meu discurso que tinha antes de ocupar a cadeira do poder...
Então, caro leitor, já temos duas causas para a mudança tão rápida, extremante abrupta, do nosso comportamento: a circunstância e a cadeira do poder. Porém, há outra causa muito mais forte, explicada pela física quântica: toda vez que inspiramos, colocamos para o interior do nosso organismo um trilhão de átomos que um dia podem ter sido também respirados por Cristo, Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, Hitler, Saddam Hussein... e o danado é que me parece que os átomos desses dois últimos têm sido responsáveis pelo ar- mau cheiroso, e bote fétido nisso - que estamos respirando na saúde do nosso estado...
Portanto, meu caro amigo, você que tem me acusado, constantemente, de incoerente, veja que a origem desse problema pode está em você mesmo, afinal não tenho cadeira do poder, nem pretendo “criar” circunstâncias para ocupá-la. Portanto, só resta-nos acusar os átomos que estou respirando, quando estou perto de você... mas, não se preocupe, como cirurgião, será fácil resolver esse problema: usarei sempre a máscara cirúrgica, quando lhe encontrar, certo?


Francisco Edilson Leite Pinto Junior (edilsonpinto@uol.com.br)
Professor, médico e escritor

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Programa de Intercâmbios Internacionais 2010-2011 IFMSA BRAZIL

Caros colegas Medicina UFRN,

É com muita satisfação que a IFMSA-BRAZIL (antiga IFLMS) declara aberto de 23/10 até 19/11 o processo seletivo para o PROGRAMA DE INTERCAMBIOS INTERNACIONAIS 2010-2011.

Visite o website www.iflms.org.br para saber mais..ou procure nosso comitê!
Leia o edital no site ou anexado no email de sua turma e se increva para a seleção!
Contate-nos pelo ifmsa.natal@gmail.com
Boa viagem!!!!

Comitê UFRN IFMSA-BRAZIL

POR UMA MUDANÇA DE HÁBITOS E COSTUMES

POR UMA MUDANÇA DE HÁBITOS E COSTUMES
Informativo acerca da reunião CANECA - Direção do HUOL

“O inferno são os outros”
Jean-Paul Sartre



Que atire a primeira pedra quem nunca faltou uma aula ou ambulatório por razões diversas. Como todos sabem, temos direito a 25% de faltas em nossas atividades, desde que, é bom lembrar, com a devida justificativa e não por simples abandono de posto. Até porque, somos humanos, adoecemos e, como todos, temos nossa parcela de problemas pessoais e familiares - que por vezes interferem em nossa vida acadêmica.
Enquanto estudantes de medicina, dizem que vivemos reclamando da vida, da falta de tempo, das condições em que nossa faculdade se encontra, da estrutura curricular, da falta de infra-estrutura e/ ou pacientes e/ ou professores e/ ou estágios.
Nessa forma de pensar, parece mesmo verdade que “a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa”. Todavia, basta que ele avance um pouco mais sua linda cerca-branca-de madeira por sobre o nosso quintal já verde-lodo-desbotado-de-cerca-inexistente-com-metralhas -acumuladas, para imediatamente nos lembrarmos DO QUE É NOSSO, DE FATO E DE DIREITO.
Sempre que surgem ameaças à integridade do nosso “microcosmos”, ou tentam compartilhar, sem cerimônia, do nosso íntimo convívio, gera-se um arco reflexo de ataque/defesa. Assim, desde que foi notada a presença de estudantes de medicina, que não da UFRN, nas dependências do HUOL e MEJC, choveram denúncias na forma de comentários em fóruns de discussão no SIGAA.
Argumentou-se a respeito, sugestões foram feitas e este tema foi então incluído na pauta da reunião já agendada entre Direção Geral do HUOL (representada pelo Dr. Lagreca) e representantes do CANECA, em 02 de outubro de 2009.
Todos os pontos discutidos nesta reunião são de interesse COLETIVO dos estudantes de MEDICINA da UFRN. No entanto, a que vos escreve estas mal digitadas linhas sabe que alguns só lerão esta matéria até o final por causa do referido “incidente da cerca.”
É bom que se relembre a tentativa frustrada, há pouco mais de um ano de se implementar o uso de crachás por parte de estudantes e profissionais do HUOL .
Havia inclusive um estande explicando e tentando sensibilizar a todos da importância de se identificar para entrar num estabelecimento hospitalar. Alguns, mais imediatistas, indagariam, com razão: “ por que se usar crachá se nem o porteiro pergunta e se mais dia menos dia acabarei esquecendo em algum lugar?”
O contra-argumento mais plausível seria o de que Roma não foi feita em um dia. Embora sejamos um Hospital-Escola Secular, não entramos em processo demencial inexorável que nos impeça de ADQUIRIR NOVOS HÁBITOS E COSTUMES – este, por sinal, um dos melhores métodos de profilaxia contra o Alzheimer.
Na medida em que nos habituarmos a utilizar tal identificação, estaremos dando resposta à sociedade de que literalmente acolhemos e somos acolhidos pela instituição que representamos. SIM, O HUOL É NOSSO, parafraseando a campanha getulista pelo ouro negro.
Esperamos, assim, que todos, embalados por esta onda de protecionismo e brio ferido, colaborem com a campanha O HUOL É NOSSO, podendo confeccionar GRATUITAMENTE seus crachás na sala dos Recursos Humanos, 3º andar do prédio administrativo do HUOL, onde fica a Direção Geral . Basta levar uma foto 3X4.

Mas a resposta às visitas inesperadas não acaba por aí. A Direção Geral do HUOL deixou claro que não tinha conhecimento destes fatos nem concorda com tal comportamento. Informa, ainda, que quem flagrar semelhante situação deve se informar do nome de quem está levando esses convidados e então registrar e enviar essa queixa a três locais: Direção Geral do HUOL, Coordenação de Medicina e CANECA.
Só dessa forma a Direção do HUOL terá respaldo para chamar a atenção de quem está agindo por conta própria, numa conversa sincera e direta como prometeu pessoalmente Dr. Lagreca. É de se lembrar que o HUOL nunca fez, nem está em vias de fazer convênio algum com escolas médicas privadas. Por sinal, investigamos se isso é possível e ele disse que só dependeria das partes envolvidas. Ou seja, se as referidas escolas acenarem com investimentos tentadores, pensem bem no que poderá ocorrer com as futuras enfermarias do prédio novo que aguarda inauguração para março de 2010 – a depender somente das licitações e andamento final da obra, pois o dinheiro já nos foi enviado de Brasília.
Portanto, para que este futuro não muito pródigo se vislumbre é condição sine qua non a PRESENÇA, de agora em diante, de um grande número de estudantes de medicina nas reuniões de colegiado onde serão votadas estas questões – e quanto mais gente melhor, porque lá temos direito a voto e a voz, podendo expor nossa objeção a qualquer destes convênios. Outra manifestação útil seria a confecção e entrega de abaixo-assinados, por parte de cada período do Curso de Medicina da UFRN, contra a presença, no HUOL, de estudantes de medicina de outras instituições sem o devido convênio firmado. Estes devem ser encaminhados aos Departamentos, à Coordenação do Curso e à Direção Geral do HUOL.
Mais uma vez fica aqui o apelo para que nos organizemos mais enquanto estudantes, para zelar pelo que é nosso, seja na bonança, seja nas intempéries . Um ato concreto e simples é ter sempre alguém de todos os períodos nas reuniões do CANECA, para se informar e ajudar nessas mudanças de hábitos e costumes – ou vocês acham que é justo jogar toda a responsabilidade nas costas do CANECA e ainda cobrar resultados?
Finalizando, para quem ainda não entendeu o porquê da referência à célebre frase de Sartre, “o inferno são os outros”, vejamos. Como filósofo do existencialismo, Sartre entendia o ser humano como um ser “Para-si”, o qual tem sua existência precedendo a essência - ou seja, a forma como vivemos nossas vidas determina quem somos em essência. Esta última é extremamente dinâmica, uma vez que só depende de nós mudarmos nossas atitudes para adquirir uma nova essência. Mas deixemos que Sartre fale por si só :

1 “O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo: esse é o primeiro princípio do existencialismo. (...) Desse modo, o primeiro passo do existencialismo é o de pôr todo homem na posse do que ele é, de submetê-lo à responsabilidade total de sua existência. Assim, quando dizemos que o homem é responsável por si mesmo, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua estrita individualidade, mas que ele é responsável por todos os homens.” In SARTRE, J. P. O existencialismo é um humanismo. Tradução GUEDES, R.C. Disponível em http://www.pdf-search-engine.com/o-existencialismo-%C3%A9-um-humanismo-pdf.html. Acesso em 08.10.2009.

Enfim, caros colegas, depois desta breve viagem existencialista fenomenológica, esperamos que tenha ficado ao menos a mensagem de que somos sim, os únicos responsáveis pelo tipo de pessoa/médico que almejamos ser - independente da personalidade, do ambiente, da faculdade, da infra-estrutura. Penso, cá comigo, que somos um resumo das escolhas que tomamos ao longo da vida, e quanto mais nos distanciamos da decisão de fazer escolhas, mais nos afastamos do que há de humano em nós. Sigamos em frente, na certeza de quais escolhas queremos para todos nós.
Dda. Roberta Lacerda Almeida de Miranda 12º período.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sísifo apaixonado

“Esta aula vai ter intervalo... estou com muita fome?!”. A princípio, confesso que a pergunta me causou espanto. Afinal, acabara de passar o segundo slide e eram nove da manhã. E alguém está com fome naquela hora era mesmo de se estranhar... “É isso mesmo, professor! Estamos com fome e queremos um intervalo, para lanchar!”, falou outra aluna... Aí, de espantado, fiquei mesmo foi triste por perceber (tinha percorrido quase 300 km - sem receber nenhum incentivo financeiro, pois fui a convite de um ex-aluno, que agora é professor - para dar a aula inaugural sobre história da cirurgia), que, na verdade, Hipócrates, Ephraim McDowell, Halsted, Ernani Rosado, etc. etc. eram menos importantes do que uma coxinha e uma coca-cola...
Senti-me como um Sísifo: personagem que fora condenado, por Zeus, a incessantemente rolar uma pedra até o topo de uma montanha e quando já estava alcançando, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida e aí Sísifo tinha que retornar e iniciar tudo novamente... Os deuses sabiam que não havia nada mais terrível do que o trabalho inútil e sem esperança... Pois bem! Inútil e sem esperança, é assim que algumas vezes nos sentimos quando estamos ensinando. Como se não bastasse - como muito bem alertou meu querido mestre prof. Ernani Rosado, na minha formatura, que o professor universitário vivia sempre num emaranhado de leis, decretos e regulamentos, “plano de metas”, que só servem para lhe tolher e desestimular-, agora temos que conviver também com a indiferença de alguns alunos... e isso tem sido uma constante nos últimos anos.
Em março de 2010, faço 17 anos no ensino médico. Hoje, sem dúvida, me considero muito mais um professor do que propriamente um médico atuante, por entender que um professor – que é antes de tudo um médico - pode contribuir e muito para curar o maior de todos os males, responsável por todas as misérias, que é a ignorância da alma. Educar, para mim, “é saber lançar no chão fértil do outro – meu aluno, meu companheiro, alguém com quem dialogo: saberes, sonhos e valores – a semente que adiante faça germinar em sua inteligência e em seu coração o desejo de partilhar com os outros o diálogo da construção de um mundo de justiça, de igualdade e de liberdade”. Por isso, paro para pensar e me pergunto: “O que danado está acontecendo? Será que a culpa está em mim mesmo? Será que as minhas aulas são mes mo tediosas e não suscita interesse nenhum nos alunos? Por que será que as turmas estão cada vez mais interessadas apenas na residência médica, e aí o curso de medicina tornou-se um mero link, uma ponte ou o que é pior: um ‘apêndice’ – que espero que não seja infectado - dos cursos preparatórios para a residência médica? Qual o papel da família nisso tudo? Qual a parcela de culpa das escolas médicas? Enfim, como poderemos resolver esse quadro tenebroso que hora se pinta com tintas de muito mau gosto?”
Certa vez, Paulo Freire, disse: “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”. Portanto, que todos os atores – afinal, “O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e mulheres, apenas atores” - juntos, busquem as soluções para se libertarem dessa situação, que não é benéfica para ninguém: a sociedade não suporta mais esta medicina que está sendo oferecida a ela e, por isso, não é de se estranhar o número absurdo de processos por erros médicos, abarrotando os tribunais do CRM e da justiça comum do País.
É preciso que paremos todos: escola, professores, pais, alunos, conselhos de medicina, sociedade, etc. etc, enfim, todos, para refletirmos. E aqui, ficam algumas sugestões: Que a escola pare de criar tantas dificuldades para os professores sonharem...; que os professores reencontrem “o caminho da paixão do começo”, pois quando a gente perde este caminho, o caminho da paixão - e nada de grande se faz sem paixão, sem amor, como dizia Kierkegaard – “perdemos o entusiasmo, perdemos a vontade de empreender, de inovar, de criar coisas novas, de nos reinventar. E sem tudo isso, a vida torna-se uma rotina desestimulante. Começamos a andar para trás e a acomodação pessimista toma conta de nosso dia-a-dia”; que os pais voltem a educar e cuidar melhor dos seus filhos, procurando saber se eles estão felizes com a escolha que fizeram...; que os alunos (não são todos, ainda bem) comecem a enxergar que não estão mais num cursinho pré-vestibular e sim, a caminho de uma profissão das mais bela, difícil e importante que é a medicina, que é o cuidar do outro.
Se somos seres a caminho, em busca, como lembra Paulo Freire, cabe agora fazer a seguinte pergunta – pois só ela, pode apontar um caminho para frente: “Quem dará o primeiro passo em busca dessas soluções? Quem?!”. Por favor, respondam logo, afinal, preciso acreditar que deixarei um mundo melhor para o meu Lucas...

Francisco Edilson Leite Pinto Junior
Professor, médico e escritor (edilsonpinto@uol.com.br)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Eleições para o CANECA

Olá pessoal,

amanhã terá eleições para a gestão 2009-2010 do Centro Acadêmico Nelson Chaves - CANECA - UFRN. Haverá uma urna no 5° subsolo do HUOL durante a manhã e a tarde assim como outra no CB também durante a manhã e a tarde. Em cada local de inscrição, terá uma lista com os nomes de todos os alunos matriculados no nosso curso, para que o eleitor assine em seu nome e pegue a cédula para votar na chapa "Construção" ou nulo.
Contamos com a participação de todos!!!

atenciosamente,
CANECA - Centro Acadêmico Nelson Chaves

domingo, 11 de outubro de 2009

CANDIDATURA DA CHAPA “CONSTRUÇÃO” À GESTÃO 2009-2010 DO CANECA

A chapa candidata às eleições para a gestão do CANECA 2009-2010, “CONTRUÇÃO”, vem por meio desta tentar trazer algumas reflexões sobre pontos relativos à relação dos estudantes com o CANECA e vice-versa.
Um dos grandes problemas que o centro acadêmico do curso de medicina da UFRN sofre, e que se agravou bastante nos últimos semestres, é a questão do esvaziamento. Falando de esvaziamento não queremos nos restringir apenas à questão da falta de pessoas nas velhas reuniões das quintas-feiras à tarde, nas quais se verificou, na maioria das vezes desse ano, a presença de não mais que três pessoas. Mas também, a falta de estudantes atuando nas questões de seu interesse dentro do curso.
O que queremos dizer com isso é que muitas vezes o estudante se depara com um problema dentro do nosso curso, reclama e simplesmente deixa para lá, perpetuando a velha cultura do brasileiro de que se formos atrás de nossos direitos nunca iremos conseguir nada, pelo contrário, só iremos perder tempo com isso. E, ao invés disso, posso muito bem ir atrás de ocupar meu tempo estudando em casa ou acompanhando o médico que é amigo de meu pai. Mas será que essa é a conduta a se tomar?
O que temos em mente é que a formação de um é a formação de todos, e estamos inseridos dentro de um contexto social, cultural, econômico e assim vai, no qual o prejuízo na formação de um prejudicará a formação e talvez a vida de todos, pois não muito raramente aquele colega de sala que se prejudicou em uma aula de pediatria (não querendo dizer que a disciplina de pediatria nos dá uma má formação, mas simplesmente a tomando como exemplo) pode ser o médico que vai atender meu filho em uma emergência daqui a dez anos.
Mas tudo bem, temos que fazer alguma coisa para melhorar nosso curso, ou pelo menos alguém tem que fazer alguma coisa para isso, mas quem? E é justamente nessa pergunta que queremos frisar nosso discurso. Esse QUEM é todos nós, pois muito ao contrário do que muitos dizem, não é o “CANECA” que deve resolver tal coisa, não é simplesmente o “CANECA” quem deve tomar as rédeas da universidade e trilhar os caminhos de todos os estudantes, porque o “CANECA” não é um ser, com desejos e pensamentos, mas sim uma instituição, um meio, uma representação, um nome, na qual TODOS os estudantes devem se inserir e, como está previsto em seu próprio estatuto, participar, dar opiniões e votar nelas. Este é justamente um dos objetivos que queremos atingir durante essa gestão, o de descaracterizar a figura do “CANECA” como esse ser com desejos e pensamentos ou simplesmente a personificação da entidade na figura de poucos, mas sim queremos mostrar que, mais uma vez, TODOS os estudantes do Curso de Medicina da UFRN fazem parte dela, que todos devem lutar juntos pelos seus direitos (e leiam-se seus direitos como os direitos de todos), que devemos ter a consciência de que ir atrás de nossos objetivos e ideais não deve ser simplesmente em vão.
É trabalhoso? É sim! Vamos quebrar nossas caras? Vamos sim, e várias vezes! Mas com certeza valerá a pena. E, além disso, temos que ter em mente que uma universidade é feita PARA estudantes, não importa o motivo que cada um tenha em sua mente (se é para servir à sociedade após a formatura, se é para eu ter minha vida depois, se é para satisfação pessoal, se é para ter um status), TUDO o que uma universidade oferece é para a nossa educação e se não formos atrás disso ninguém mais irá, pois a população do lado de fora que também é beneficiada pela nossa formação não faz idéia das dificuldades que enfrentamos, nem muito menos de como reinvidicar pelos nossos direitos e pelos deles.
O grande motivo de estarmos publicando essa “carta aberta” é o de que não queremos simplesmente colar em um quadro propostas da gestão e esperar nos elegermos para pôr, talvez e muito dificilmente, em prática tudo o que nos comprometemos a fazer, mas sim queremos mostrar que estamos dispostos a ir atrás de nossos direitos e de buscar soluções para nossos problemas, mas com isso contamos com a ajuda de todas as pessoas que fazem parte do nosso curso.
A chapa, como visto em e-mails anteriores, está composta apenas por 16 pessoas (número bem inferior a de anos anteriores, em que a chapa com o menor número de pessoas tinha 25) e, infelizmente, não conseguimos colocar alguém dentro de uma de nossas mais importantes coordenações, a Sócio-Cultural. Além disso, a maioria dessas pessoas se encontra entre o 5° e o 6° períodos do curso. Como poderemos, por ventura, vir a saber de um problema que se passa com os 7° e 8° períodos, por exemplo, se, além de não termos nenhum integrante da gestão que esteja nesses períodos, ninguém vem ao centro acadêmico discutir a problemática? Por isso, dessa vez é mais que importante que todos façam parte desse centro acadêmico.
Ao pensarmos no nome da chapa como “CONSTRUÇÃO”, queremos com isso mostrar dois pontos de vista a respeito do nome. O nome, como muitos já devem ter percebido, foi inspirado na música de Chico Buarque e com isso queremos que a chapa em si tenha o espírito do significado poético da sua letra. Mas, além disso, almejamos que todos enxerguem o significado literário da palavra “CONTRUÇÃO”, para que tenhamos embutido em nós esse espírito de construir, não apenas um novo CANECA, mas sim um novo curso, uma nova mentalidade e, quem sabe, uma nova sociedade.
Isso dito, esperamos que todos reflitam tais palavras e os convidamos a votarem no dia 13 de outubro na chapa “Construção” para a nova gestão do Centro Acadêmico de medicina Nelson Chaves.

Saudações!!!


Chapa “Construção”

COORDENAÇÃO GERAL
Augusto Passos – 5° período
Pâmera Medeiros – 5° período

SECRETARIA GERAL
Alice Gagliuff – 6° período

COORDENAÇÃO FINANCEIRA
Rafael Góis – 6° período

COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO MÉDICA E POLÍTICAS DA SAÚDE
Henrique Gonçalves – 10° período
Mirna Gurjão – 6° período

COORDENAÇÃO CIENTÍFICA E EXENSÃO
Eduardo Teodoro – 1° período
Ferdinand Saraiva – 5° período

COORDENAÇÃO DE ESPORTES
Raimundo Vinícios – 6° período

COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO
Hugo Sailly – 4° período
Jocélio Ramalho – 5° período
Miguel Rogério – 6° período
Raniere Luna – 6° período
Raphael Dantas – 4° período

COORDENAÇÃO INTERNACIONAL
Hugo Cabral – 2° período
Lais Izabel – 5° período